PBS067, LRH020 e BL050: um complexo probiótico triplo que ajuda no equilíbrio e bem-estar da saúde íntima

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Flora vaginal

Na microbiota, nem todos os probióticos são iguais. O que faz a diferença não é apenas o género ou a espécie, mas sim a estirpe específica e a evidência clínica por trás dela.

No caso deste complexo SynbActive® Femme, falamos de uma combinação específica de três estirpes: Lactiplantibacillus plantarum PBS067, Lacticaseibacillus rhamnosus LRH020 e Bifidobacterium animalis subsp. lactis BL050. Juntas, formam uma formulação estudada pela sua relação com a saúde vaginal, a microbiota íntima e certas alterações frequentes na mulher (Vicariotto et al., 2024; Murina & Vicariotto, 2019).

A chave está na chegada: um probiótico oral pode influenciar a zona íntima?

Esta é uma das dúvidas mais comuns. Como pode um probiótico tomado por via oral ter efeito na vagina?

A evidência clínica confirma que estas estirpes têm a capacidade de sobreviver ao trânsito gastrointestinal e colonizar o epitélio vaginal após a sua ingestão oral. Através de análises de qPCR, demonstrou-se que estas bactérias são detetadas significativamente na zona íntima aos 7 dias de tratamento, persistindo mesmo após o término da toma (Mezzasalma et al., 2017).

O que dizem os ensaios clínicos: 28 dias para melhorar a saúde vaginal

O estudo clínico mais recente foi realizado em 50 mulheres pós-menopáusicas com idades compreendidas entre os 45 e os 65 anos. Durante 28 dias, tomaram uma cápsula por dia com PBS067, BL050 e LRH020, num total de 3 × 10⁹ UFC por dia (Vicariotto et al., 2024).

Os resultados foram muito interessantes:

  • Melhoria de 50% no Índice de Saúde Vaginal (VHI): Este índice médico mede objetivamente a elasticidade, o volume de fluido, o pH e a hidratação.
  • Recuperação da hidratação e elasticidade: Observou-se um aumento de 60% na elasticidade e no volume de fluido, 50% na hidratação e 33% na integridade do tecido.
  • Restauro do pH saudável: No início, 60% das mulheres tinham um pH de risco (>6.0); após 28 dias, 94% conseguiram reduzi-lo para valores mais ácidos e protetores.
Resultados de parâmetros de saúde vaginal tras 28 días

Menos inflamação local: uma mudança que também pode ser medida

O bem-estar íntimo não depende apenas da microbiota, o grau de inflamação local também influencia.

No estudo de 2024, a toma do complexo probiótico foi associada a uma diminuição significativa de várias citocinas pró-inflamatórias em amostras vaginais. Em concreto, observou-se uma redução de 87,8% na IL-6, de 57,6% na IL-1β e de 40,8% no TNF-α (Vicariotto et al., 2024).

Isto ajuda a entender porque algumas mulheres podem notar melhoria não só no equilíbrio vaginal, mas também em sensações como irritação, desconforto ou mal-estar local. Ainda assim, convém não exagerar: o estudo mostra uma melhoria relevante, mas não fala de uma "cura total" nem de um efeito milagroso (Vicariotto et al., 2024).

Recorrências: uma ajuda interessante depois do antibiótico

Outra linha de interesse desta combinação surge em mulheres com tendência a sofrer de vaginose bacteriana recorrente. Num estudo prospetivo, após o tratamento habitual com metronidazol, as mulheres que adicionaram o complexo probiótico por via oral apresentaram uma taxa de recorrência de cerca de 16%, em comparação com 40% do grupo de controlo (Murina & Vicariotto, 2019).

Além disso, o grupo que tomou o probiótico mostrou uma melhor evolução da microbiota vaginal durante o acompanhamento. Isto reforça a ideia de que não só importa eliminar o episódio agudo, mas também ajudar a reconstruir um ambiente vaginal mais estável após o antibiótico (Murina & Vicariotto, 2019).

O "efeito escudo": o que viram os estudos de laboratório

Como conseguem estas estirpes proteger a mulher? Estudos em modelos sugerem que estas estirpes podem atuar como uma barreira biológica contra alguns patógenos frequentes na zona íntima. Por um lado, mostraram capacidade para se agrupar com eles. Os probióticos "prendem" fisicamente patógenos como Gardnerella vaginalis, E. coli e Candida albicans; por outro, também dificultaram a sua adesão ao tecido e reduziram o seu crescimento em distintos modelos experimentais (Malfa et al., 2023).

Conclusões e implicações práticas

A combinação de PBS067, LRH020 e BL050 destaca-se pela sua capacidade documentada para restaurar a eubiose vaginal, reduzir a inflamação e diminuir recorrências em contextos específicos. Não se trata de uma solução mágica, mas sim de uma ferramenta baseada na fisiologia humana.

Não falamos de um substituto da avaliação ginecológica quando há sintomas importantes, falamos de uma ferramenta com base fisiológica e apoio clínico, que oferece resultados significativos a partir das 4 semanas de uso, sendo especialmente interessante para melhorar a qualidade de vida durante a menopausa e apoiar o equilíbrio íntimo.

Fontes e referências principais:

  • Vicariotto, F., et al. (2024). Efficacy of Lactiplantibacillus plantarum PBS067, Bifidobacterium animalis subsp. lactis BL050, and Lacticaseibacillus rhamnosus LRH020 in the Amelioration of Vaginal Microbiota in Post-Menopausal Women: A Prospective Observational Clinical Trial. Nutrients, 16, 402.
  • Malfa, P., et al. (2023). Evaluation of Antimicrobial, Antiadhesive and Co-Aggregation Activity of a Multi-Strain Probiotic Composition against Different Urogenital Pathogens. International Journal of Molecular Sciences, 24, 1323.
  • Murina, F., & Vicariotto, F. (2019). Evaluation of an Orally Administered Multistrain Probiotic Supplement in Reducing Recurrences Rate of Bacterial Vaginosis: A Clinical and Microbiological Study. Advances in Infectious Diseases, 9, 151–161.
  • Mezzasalma, V., et al. (2017). Orally administered multispecies probiotic formulations to prevent uro-genital infections: a randomized placebo-controlled pilot study. Archives of Gynecology and Obstetrics, 295, 163–172.

SynbActive® is a trademark of SYNBALANCE SRL.

AUTORA

Dra. Sara Muñoz Pina

Licenciada em Química · Doutorada em Ciência e Tecnologia dos Alimentos · Fundadora e CEO da Doctora Biota

Durante a minha trajetória de investigação, estudei os moduladores enzimáticos, como digerimos os alimentos e como fatores como a idade ou a matriz alimentar influenciam esse processo.

A minha experiência em laboratório demonstrou-me que existem estirpes e formulações com estudos promissores, mas não são bem conhecidas ou não são explicadas como deveriam.

No blogue da Doutora Biota, uno ciência, critério e honestidade para lhe trazer os últimos estudos científicos com rigor e acessibilidade.